


O trem foi pontual...(o que mais poderia esperar de um trem entre Alemanha e Suica?). Lá estava a Xuxu me esperando, como há 20 anos, com a mesma carinha, os mesmos olhos fechadinhos, o mesmo sorriso fácil... porém um pouco mais, digamos, "turbinada". Corremos para o aeroporto para pegar a Gabiru. Ela também chegou na hora certa confirmando a pontualidade britânica. Ela pouco mudou...Sempre como um golfinho: carinha feliz e sorridente.
Lá estávamos nós três, depois de 15 anos, de novo reunidas...a noite estava apenas comecando. Foi aí que percebemos que a idade nao nos permite mais extravagâncias...uma estava com sono, a outra com dores no corpo da viagem, a outra se queixando de reumatismo e pressao alta... o tempo passou mesmo, nao resta dúvidas...rs...Tomamos um drinque em um barzinho e fomos para casa. Lá conversamos até às 4 da manha. As lembrancas vinham às nossas mentes como cachoeiras, em época de cheia. Falamos sobre nossos paqueras na época (de Biscate a Xubas , passando pelo Alfa e Beta- figuras hilárias, que por sorte saíram de nossas vidas com a mesma rapidez com que entraram), situacoes engracadas, micos, momentos felizes e outros nem tanto...
No dia seguinte depois de acordar tarde e tomar um café da manha bem demorado, repleto de queijos suicos e Nespresso, fomos conhecer Basiléia. A cidade é uma graca, típica cidade velha européia, com muitos cabos dos "trams" sobre nossas cabecas, como se a qualquer momento fossem despencar e nos prender em um emaranhado de fios. Andamos muito, porém sem destino e sem pressa, conversando, rindo muito, revivendo lembrancas, que há muito estavam esquecidas em algum lugar bem escondido de nossas caixolas. Uma falava mais que a outra, como cigarras em um dia quente de verao...Uma história puxava a outra...parecia que aquela conversa nunca teria fim...Mas tinha...Sempre que parávamos para a Gabi fazer xixi (e paramos muitas vezes), perdíamos o fio daquela história, mas logo encontrávamos outra. Aliás, até a incontinência urinária da Gabi nao mudou em nada...
E foi assim, totalmente entretidas, em uma outra dimensao, que caminhamos pela margem do rio Reno em um lindo entardecer...
No dia seguinte, depois de tanto caminhar, rir e falar estávamos esgotadas e fomos para uma piscina pública que, acreditem em mim, nao lembrava em nada o Piscinao de Ramos. Lá pudemos descansar nossas varizes, porém nao nosso gogó...Continuamos conversando e rindo, conversando e rindo...Estava um dia lindo, quase perfeito...Se nao fosse pela sensacao que comecou a tomar conta de nós de que a conversa estava acabando...nao por falta de assunto, mas por falta de tempo...estava chegando a hora do meu trem de volta para casa. Almocamos em um lugar magnífico, no alto de uma colina (a Suica é cheia delas), com vaquinhas com sinos no pescoco (isso também tem de monte aqui) pastando próximas de nós. Nossa despedida nao poderia ter sido mais adequada.
E foi assim, com esta sensacao gostosa de ter entrado em uma máquina do tempo e voltado ao passado (tao intensas foram nossas recordacoes) que me despedi de minhas amigas. Entrei no trem com gostinho de quero mais e a certeza de que nosso próximo encontro nao levará tanto tempo para acontecer.
Lá estávamos nós três, depois de 15 anos, de novo reunidas...a noite estava apenas comecando. Foi aí que percebemos que a idade nao nos permite mais extravagâncias...uma estava com sono, a outra com dores no corpo da viagem, a outra se queixando de reumatismo e pressao alta... o tempo passou mesmo, nao resta dúvidas...rs...Tomamos um drinque em um barzinho e fomos para casa. Lá conversamos até às 4 da manha. As lembrancas vinham às nossas mentes como cachoeiras, em época de cheia. Falamos sobre nossos paqueras na época (de Biscate a Xubas , passando pelo Alfa e Beta- figuras hilárias, que por sorte saíram de nossas vidas com a mesma rapidez com que entraram), situacoes engracadas, micos, momentos felizes e outros nem tanto...
No dia seguinte depois de acordar tarde e tomar um café da manha bem demorado, repleto de queijos suicos e Nespresso, fomos conhecer Basiléia. A cidade é uma graca, típica cidade velha européia, com muitos cabos dos "trams" sobre nossas cabecas, como se a qualquer momento fossem despencar e nos prender em um emaranhado de fios. Andamos muito, porém sem destino e sem pressa, conversando, rindo muito, revivendo lembrancas, que há muito estavam esquecidas em algum lugar bem escondido de nossas caixolas. Uma falava mais que a outra, como cigarras em um dia quente de verao...Uma história puxava a outra...parecia que aquela conversa nunca teria fim...Mas tinha...Sempre que parávamos para a Gabi fazer xixi (e paramos muitas vezes), perdíamos o fio daquela história, mas logo encontrávamos outra. Aliás, até a incontinência urinária da Gabi nao mudou em nada...
E foi assim, totalmente entretidas, em uma outra dimensao, que caminhamos pela margem do rio Reno em um lindo entardecer...
No dia seguinte, depois de tanto caminhar, rir e falar estávamos esgotadas e fomos para uma piscina pública que, acreditem em mim, nao lembrava em nada o Piscinao de Ramos. Lá pudemos descansar nossas varizes, porém nao nosso gogó...Continuamos conversando e rindo, conversando e rindo...Estava um dia lindo, quase perfeito...Se nao fosse pela sensacao que comecou a tomar conta de nós de que a conversa estava acabando...nao por falta de assunto, mas por falta de tempo...estava chegando a hora do meu trem de volta para casa. Almocamos em um lugar magnífico, no alto de uma colina (a Suica é cheia delas), com vaquinhas com sinos no pescoco (isso também tem de monte aqui) pastando próximas de nós. Nossa despedida nao poderia ter sido mais adequada.
E foi assim, com esta sensacao gostosa de ter entrado em uma máquina do tempo e voltado ao passado (tao intensas foram nossas recordacoes) que me despedi de minhas amigas. Entrei no trem com gostinho de quero mais e a certeza de que nosso próximo encontro nao levará tanto tempo para acontecer.
Oii Tita, não estava conseguindo comentar, só agora consegui !
ResponderExcluirEstá super legal o blog, acompanho quase todos os dias.
Beijos e saudades !